Comportamento · saúde mental

Cultura Do Estupro | O Que É

cartaz

A cultura do estupro é das culturas mais nojentas que imperam na sociedade. Influencia negativamente de forma extremamente séria e devastadora a vida de milhões de mulheres e dá a criminosos a chance de saírem impunes de seus crimes. Isso é extremamente sério e igualmente banalizado, e precisamos falar a respeito.

O termo vem de “rape culture” (rape = estupro, culture = cultura), que ganhou forma e visibilidade com o movimento feminista nos EUA nos anos ’70. Até então, a sociedade norte-americana na sua maioria assumia que assédio sexual, estupro e violência doméstica raramente ocorriam. A discussão sobre a rape culture veio para trazer à tona a triste realidade.

Milhares de mulheres são assassinadas, estupradas, assediadas e violentadas diariamente. Às vezes um único estuprador soma trinta vítimas, outras vezes trinta estupradores machucam uma única mulher. É uma ferida aberta e sangrando nas nossas ruas, escolas, casas, praças, igrejas. É uma ferida aberta em todas nós; na nossa auto-estima, na nossa alegria, na nossa confiança no mundo e na vida.

A cultura do estupro consiste em pensamentos e atitudes sociais que permitem que esses crimes continuem sendo cometidos, através da banalização e romantização dos mesmos, da culpabilização da vítima, da objetificação da mulher, entre outros fatores. Está profundamente ligada ao machismo, apoiando e justificando as atitudes criminosas com argumentos como “homem tem instinto” e “a mulher é que provoca”.

Esse é o pensamento de muita gente “de bem”, que fica fazendo circular cartilha ensinando as mulheres a não serem estupradas, a não usarem batom vermelho, a não usarem saia curta, mas não ensina os filhos que eles não têm direito nenhum sobre nossos corpos. Isso vem se perpetuando nas nossas ruas, escolas, casas, praças, igrejas. Na nossa política. Na televisão, no que nossa avó e nosso irmão caçula assistem em comum.

Quanto mais se pensa sobre, mais se tem vontade de evaporar do mundo. Mais nos sentimos soterradas e encurraladas. Mas é só pensando, verbalizando, apoiando umas às outras, que podemos encontrar um certo alívio. A mudança não é nem de longe fácil, mas estamos fazendo ser possível. ❤

Ainda nessa semana será postado um segundo texto sobre esse assunto, aproximando ainda mais a cultura do estupro da nossa realidade, da infância à vida adulta. Esse aqui é para que o termo seja apresentado a quem não conhece. Espero que tenha sido útil. Meu instagram pessoal é @unicorniossaurorex e você pode falar comigo por lá.


dedeblogDenise Dantas. Trescoroense, estudante de Letras, Aquário e Peixes. Unicórnio das trevas, mãe de cachorro, entusiasta de duendes, sommelier de caipirinha. Extremamente sensível, efusiva, de não tão fácil trato, acredita no amor. Chatinha, pequenininha, sincera e apaixonada, escreve e faz tudo pra acalmar o coração. fb-art download f88a80d5-d129-47fe-8053-cf057338f7b3.jpg

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