Comportamento

Mudanças

Texto da colaboradora Martina Colafemina


Changes” ou “mudanças” em qualquer outra língua é um título muito usado para músicas e outras manifestações artísticas. A mudança é um enigma forte para nós, seres humanos. Entre tantos outros mistérios da vida e do que nos cerca, mudar é sempre uma batalha, mesmo que seja encarada com determinação. E ao longo da vida as mudanças são inevitáveis. E é inevitável tombar numa dessas batalhas.

Nós nascemos e vamos nos renovando a cada dia. Muitos começam a enfrentar problemas logo na infância, outros na adolescência. Fato é que cada fase é uma mudança constante, e ao fim de cada uma acrescentamos dilemas à nossa persona. Não é incomum o fato de a depressão ter se tornado um dos “males” do século XXI. Estamos em uma época em que somos empurrados a consumir sem consciência, em que a infância é cada vez menos respeitada, ou seja, não somos mais uma comunidade que constrói o indivíduo e cuida dele desde cedo, pelo contrário, abusamos dele.

Talvez seja confuso o que digo, mas é válido um exercício de observação: na mídia, na publicidade, nas notícias, no dia a dia… Há uma banalização principalmente da sexualidade cada vez mais cedo. A ideia de que a criação de um indivíduo é responsabilidade de toda a sociedade é quase tida como um absurdo, essa incumbência é dada exclusivamente à mãe ainda hoje. Nós, hoje, somos tratados como produtos. No século passado já tínhamos algo que talvez fosse uma previsão do rumo em que caminhamos hoje, mas agora temos a sensação de que este rumo se perdeu. E sociologicamente, tudo isso é explicável. Nossa “atitude blasé” não é nossa culpa, mas sim, do sistema social em que nos inserimos, da vida de correria, que passa batida, que não tem tempo de olhar nem pra dentro.

Todo este devaneio tem a intenção de dizer que nossos problemas psicológicos, crescentes nas estatísticas e em nossas vidas, não são nossa culpa. Mesmo o que acontece dentro de nossas casas, o que temos que ouvir e aguentar, nossos medos, são principalmente frutos de mudanças que não nos asseguram de nada. A única coisa que podemos fazer para nos ajudar é praticar a empatia.

O melhor que podemos fazer é nos dar um tempo, tirar um minuto diário para nos entender e tentar não deixar o outro sozinho; fazer o que acharmos que é justo, não abaixar a cabeça quando acharmos necessário, ou mesmo deixar pra lá se for preciso. E claro, elas, as reviravoltas, vão continuar. Mas aceitar o turbilhão é nossa maior preparação para passar por ele. Assim como o Ozzy Osbourne canta.


image1 (1)Martina Colafemina. Paulista, leonina com ascendente em Sagitário. Estudante de Jornalismo, é mãe de um bebê gordinho. Já tentou a Psicologia e gosta de ajudar a pessoas, artes e principalmente de teatro. Estabanada, grande e eloquente, mas só por fora: Por dentro é muito sensível.

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